Aline Bianchini, Especial ZH DINHEIRO - O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, apresentou o cenário energético do Brasil e os principais projetos estudados pela companhia para os próximos 10 anos em visita a Porto Alegre, nesta terça-feira. Conforme estudo realizado pela EPE, ligada ao Ministério de Minas e Energia, com os atuais valores de energia excedente, o Brasil poderia crescer até 7,5% ao ano até 2014.
— O excedente chegará a 5,8 mil megawatts (MW) médios de energia até 2014, por isso estamos tranquilos com relação à questão da geração de energia no Brasil — afirma Tolmasquim.
O crescimento da economia brasileira, estimado em cerca de 5% ao ano, vem acompanhado por investimentos de R$ 1 trilhão até 2019 no setor energético, sendo 70% deste valor direcionado ao petróleo e gás. De acordo com o presidente, para atender à demanda de energia nos próximos 10 anos, o Brasil deverá disponibilizar de 63 mil megawatts de capacidade nova — objetivo que será alcançado com tranquilidade na opinião do executivo.
Crescimento da demanda de energia elétrica também está previsto para a próxima década, no valor de 5,1% ao ano. A principal fonte para atender a esta expansão será a energia hídrica. A EPE estima que sejam instaladas unidades com capacidade total de mais de 35 mil MW neste período. Desse total, dois terços correspondem a projetos que já foram leiloados.
As fontes alternativas aparecem no projeto como complemento à energia hidrelétrica, totalizando 14,6 mil MW — o equivalente à capacidade da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Dentre elas, a energia eólica aparece como principal fonte alternativa.
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