Na reunião que o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, terá hoje com empresários gaúchos na Federasul uma indagação deverá ser feita: os leilões de energia de fontes renováveis poderão ser adiados novamente? Na sexta-feira, o Ministério de Minas e Energia adiou em uma semana as datas, tendo em vista um atraso dos estudos relativos aos custos do processo licitatório, feitos pela EPE. As licitações ficaram para os dias 25 e 26 de agosto. Nesses dois leilões, serão negociados contratos de compra e venda de energia produzidos por Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) - pequenas usinas que geram até 30 MW -, usinas de biomassa e centrais eólicas.
Dúvidas II
Outra dúvida é quanto ao volume de energia a ser contratado. Apenas o Rio Grande do Sul deve participar da concorrência com mais de 2 mil MW em projetos eólicos, energia que corresponde a mais da metade da demanda média do Estado. Esse é justamente o patamar de energia que a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) defende que deva ser comercializado. “Caso não termine com uma contratação na casa dos 2 mil MW, este leilão não terá atingido seu propósito em termos de fornecimento de energia de reserva que garanta o atual nível de crescimento da economia brasileira”, afirma o diretor-executivo da ABEEólica, Pedro Perrelli.
![]() |
Imprimir |