Abeeólica
Atlas mineiro aponta potencial de 40 GW
Elaborado pela Cemig, o atlas considerou informações sobre topografia, vegetação, pressão atmosférica, temperatura, umidade do ar e medição dos ventos.
14/5/2010

Elaborado pela Cemig, o atlas considerou informações sobre topografia, vegetação, pressão atmosférica, temperatura, umidade do ar e medição dos ventos.

Sempre vista como “caixa de água” pelo setor de energia elétrica, Minas Gerais tem agora mais um motivo para ocupar um papel de destaque no cenário energético do país. O estado acaba de entrar na rota dos ventos, com o lançamento na sexta-feira, dia 7 de maio, de seu atlas eólico, que faz um mapeamento do potencial do estado. A marca é significativa: 40 GW, a uma altura de 100 metros do solo.

Segundo o estudo, a região norte de Minas, ao longo da Serra do Espinhaço, tem o maior potencial, seguido do Triângulo Mineiro. Elaborado pela Cemig, o atlas considerou informações sobre topografia, vegetação, pressão atmosférica, temperatura, umidade do ar e medição dos ventos. Desenvolvido pela consultoria Camargo Schubert, do Sul do país, o Atlas teve um custo de R$ 2 milhões. “O atlas mostra que Minas tem a
possibilidade de explorar um potencial 3,5 vezes maior que a capacidade de Belo Monte e 2,7 maior que a capacidade de Itaipu”, comentou o governador Antonio Anastasia, acrescentando que o governo vai buscar parcerias para explorar este potencial.

O objetivo é fazer com que o atlas oriente os empreendedores e investidores interessados em energia eólica.


Segundo informação da Agência Minas, a Cemig está fazendo estudos, em parceria com a EDP Brasil, para instalar um parque eólico em Minas Gerais. “A Cemig entra com 49%, o setor privado com 51%, e aí podem explorar no Triângulo, no Norte, no Jequitinhonha, onde existe essa potencialidade. Então, estamos demonstrando que a energia existe, que a energia é limpa, e que, do ponto de vista econômico, ela é viável”,
explicou o governador.

A Cemig foi a primeira empresa brasileira a operar usinas eólicas, com a construção da Usina Morro do Camelinho, na cidade mineira de Gouveia, em 1994. Essa usina também foi a primeira a fornecer energia eólica para o sistema elétrico nacional. Tem quatro geradores com 250 kW de potência em cada e, atualmente, funciona parcialmente com três máquinas.

Em 2009, a Cemig, em parceria com a empresa Impsa, líder latino-americana em energias renováveis, investiu na aquisição de três parques eólicos no Ceará com capacidade instalada de 99,6 MW. Em agosto, foi inaugurado o primeiro deles – o Parque Eólico de Praias de Parajuru, com extensão de 325 hectares e 19 aerogeradores, totalizando 28,5 MW.

A energia eólica é a que mais cresce no mundo, com uma taxa anual de evolução próxima a 30% nos últimos 10 anos. No Brasil, em 2009, a capacidade de geração de energia eólica cresceu 77,7% em relação ao ano anterior. Com isso, o país passou a ter capacidade instalada de 660 MW contra os 400 MW de 2008.


Os dados do Conselho Global de Energia Eólica (Global Wind Energy Council – GWEC) mostram que a energia eólica brasileira cresceu mais do que o dobro da média mundial em 2009, que registrou aumento de 31%. Apesar do crescimento da energia eólica no Brasil em 2009, segundo a EPE, a participação dessa fonte na matriz elétrica do país foi de apenas 0,2% do total de energia gerada no país no ano passado.

 

 



Agência Ambiente Energia


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