Mirella Falcão – Diário de Pernambuco
O Nordeste será o grande "leiloador" da energia eólica. No primeiro leilão específico que vai ocorrer em 14 de dezembro, a região representa cerca de 73% dos projetos cadastrados, sendo 322 de um total de 441. Rio Grande Norte, Ceará, Bahia, Piauí, Sergipe e Paraíba reúnem um potencial de 9.701 MW do volume ofertado de 13.341 MW.
Apesar de não estar entre os projetos inscritos, Pernambuco será o maior beneficiado com o sucesso desse leilão. O estado hoje detém o único cluster eólico da região. Boa parte dos empregos e da renda gerada com a montagem das centrais geradoras ficará no estado.
Em três anos, deu-se início ao desenvolvimento do cluster que conta com a Impsa (uma indústria argentina de aerogeradores que já está em operação em Suape), a RM Eólica (subsidiária da espanhola Gestamp, que fabricará torres eólicas e está em fase de construção em Suape) e a pernambucana Eólica Tecnologia (líder em projetos eólicos e responsável por 70% dos parques do Proinfa). "E ainda há outras que vão se instalar no
estado", afirma Everaldo Feitosa, diretor-presidente da Eólica Tecnologia. Fora do estado, existem apenas a Wobben (aerogeradores) e a Tecsis (pás), em Sorocaba (SP).
"Receber os parques eólicos é importante. Mas a tecnologia é o forte desse processo. É onde ficam os empregos e a renda gerada", diz Feitosa. "Pernambuco teve uma extraordinária visão de futuro ao implementar e fomentar este cluster, pois agora está pronto para abastecer o crescimento do setor. Visando a demanda da região, estamos investindo R$ 170 milhões para dobrar a capacidade da nossa fábrica", afirma Santiago Miles, gerente de relações institucionais da Impsa.
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